Título: A alma de Anna KlaneAutor: Terrel Miedaner
Páginas: 212
Anatol Klane é um físico e inventor que tem, além da filha Anna - dotada de extrema inteligência - , um supremo desejo: provar a existência da alma humana. Para tanto, ele recorre a um procedimento que contraria toda a ordem lógica das coisas.
O livro é, no mínimo, perturbador. Questões filosóficas, éticas e religiosas são discutidas em suas diversas variantes. A ideia do livro não é criticar nem apoiar a atitude de Anatol, mas deixar a questão para que cada um a interprete a seu modo.
Trechos interessantes:
"...o problema é que uma operação pode salvar a vida do meu corpo, mas comprometer a minha própria vida interior." (pág. 9)
"O doutor abanou a cabeça de um lado para o outro, espantado de ver um homem aparentemente inteligente e educado ter um receio medieval." (pág. 13)
"-Qualquer sistema social que confere aos pais o poder de decidir sobre a vida e a morte de seus próprios filhos é francamente medieval. Inteiramente saído da idade das trevas!" (pág. 27)
"-O senhor teme a morte porque o senhor acredita em sua finalidade. Eu, que não tenho as suas convicções religiosas, não compartilho seu medo." (pág. 38)
"Ele sentou-se diante da moça e esperou que o extraordinário conforto de sua sala exercesse algum efeito relaxante em sua visitante inesperada." (pág. 64)
"-Pensar não é função de cérebro nenhum. Seu, meu, de animais, o que queira." (pág. 66)
"Seu subconsciente é um mecanismo automático que também não liga nem um pouco para quem o dirige. Uma pessoa hipnotizada é simplesmente alguém que deu as chaves do seu subconsciente a outro motorista. De um ponto de vista ideal, esse motorista é um bom mecânico, um profissional como eu, que correrá apenas pelos caminhos certos. Mas infelizmente, nem sempre é assim. Há motoristas de todos os tipos." (pág. 97)
"Obviamente a inteligência não pode ser tomada como critério único na nossa sociedade, para decidir se alguém possui ou não um legítimo direito à vida." (pág. 117)
"Na realidade, você só não gosta de matar porque o animal resiste à morte. Ele grita, luta, parece triste, e como que lhe pede que não o mate. E é na realidade a sua mente e não o seu corpo biológico que ouve a súplica do animal." (pág. 185)




















